Tudo começou com uma viagem ao Rio de Janeiro. Estive lá no início do ano para um compromisso profissional. Como bom turista, curti as praias, entrei no mar de Copacabana e aproveitei para tirar a “uruca” dos últimos acontecimentos do ano anterior. Eu sabia que não deveria ter entrado no mar de Copa. Devia ter me aventurado pelas águas do Leblon do Manoel Carlos, das Helenas e Zé Mayers mil.
Pois bem: foi em terras cariocas que eu devo ter pegado uma virose das bravas, aquelas que derrubam até poste de concreto. Dez dias após voltar do Rio, o vírus mostrou a que veio. Deixou a máscara cair, como uma Laura Cachorrona que mostra as garras e acaba com a Maria Clara Diniz aqui. Sim, ele me derrubou. Fiquei de cama, mal pra caramba. Os sintomas da tal virose de praia eram vários: cefaleia, vômito e diarreia – o popular “piriri” (odeio essa palavra). E o estrago foi feio. Não bastasse ter me derrubado, a tal virose acertou em cheio a minha mãe e, mais tarde, a minha tia, que na ocasião estava cuidando de nós.
Essa mesma tia, ao me ver derrubado na cama, dizia: “homem deveria parir, pra largar mão de ser manhoso”. Ela está certa. Nós, homens, somos, de fato, manhosos. E eu, em condições de enfermidade, fico ainda mais manhoso do que o normal. Só que com a mãe também doente, eu não poderia fazer manha para ninguém. Resultado: tive de encarar a moléstia de forma normal, como qualquer ser humano no planeta faz.
Depois de muito soro de bebê, comida pastosa e aquela água insossa conhecida como soro caseiro, eu me “recuperei”. Recuperei entre aspas, porque uma semana depois da tal recuperação, outra “mazela” voltaria a me atacar. O meu Twitter virou uma espécie de consultório médico público. Eu reclamei tanto das minhas indisposições que devo ter perdido uma centena de seguidores. Por isso, agora, resolvi fazer um texto aqui no blog para contar tudo o que venho passando nesse começo de 2010 – que não tem sido dos melhores, diga-se de passagem.
Como eu vinha falando: a virose passou, mas eis que uma semana depois, a minha garganta começou a ficar irritada. Mau sinal. Minha garganta, quando se irrita, indica que logo eu ficarei gripado. Geralmente, tomo uma Aspirina para evitar uma gripe. Dessa vez, entretanto, deixei pra lá. Não tomei nada e, no dia seguinte, não conseguia engolir absolutamente nada, de tão inflamada que ela estava.
Fui ao médico e ele se espantou com a vermelhidão da garganta. Me receitou antibióticos. Tomei. Cápsulas enormes, durante quatro dias. Eis que, nesse ínterim, minha sinusite resolve atacar. Um complô do corpo contra a minha pessoa, que não deu muita bola para ele nos últimos tempos, acreditando ser possível levar uma vida corrida sem os cuidados necessários para com a saúde. A sinusite atacada me rendeu uma gripe das boas. Consumi duas caixas de lenços em apenas um final de semana.
O mesmo médico, desta vez por telefone, pois eu não tinha mais forças para voltar ao seu consultório, me disse para intensificar as doses do medicamento, além de ter receitado mais um tipo de remédio. Tomei o tal coquetel, mas a danada da sinusite não queria ir embora. E o clima também não ajudava. Com esse calor africano que está fazendo aqui no Brasil, não há ser humano capaz de dormir sem um ventilador ligado na fuça. Eu, que sou fraco, não seria diferente. Ou eu dormia com o ventilador ligado, ou morreria de calor, passaria noites acordado e viveria parecendo um zumbi. Optei pela primeira opção, mesmo sabendo que o preço a se pagar posteriormente seria muito caro – como está sendo.
A sinusite não deu trégua. De tão congestionada que estava, minha cabeça parecia querer explodir. Para se ter uma idéia, eu não conseguia abrir os olhos. Olhar para a luz, então, nem se fala... voltei ao médico. Me tornei uma espécie de habitué de salas de espera de consultórios médicos. Exames e mais remédios. Mas o que salvou mesmo foi um sossega leão que a minha mãe me deu e que jogou a maledeta da sinusite para escanteio.
Mas, como desgraça pouca é bobagem, acordo na madrugada de hoje – 10/02 – com uma pontada no ouvido. Sim, estou com dor de ouvido. São 04:40 da madrugada e estou aqui escrevendo esse texto, na impossibilidade de dormir que me encontro agora. Eu não tinha dor de ouvido há anos. E quando digo há anos é literalmente, sem nenhum tipo de hipérbole. A última vez que senti uma dor tão forte, eu tinha cinco, seis anos. Mais de uma década e meia atrás, portanto. Me lembro da babá desesperada, ligando para a minha mãe a fim de descobrir o que fazer. Me lembrei - me dei conta, na verdade - também de que dor de ouvido é uma das piores possíveis.
Agora, a dor latente do ouvido me impede de dormir. Irritado, resolvi ligar o laptop e começar a escrever, produzir alguma coisa nesse momento de extremo incômodo. Juro que se eu ficar doente mais uma vez, vou me candidatar para dar um depoimento na novela Viver a vida. Dentre as resoluções de fim de ano, a que eu mais desejei para 2010 era ser feliz. Acho que me esqueci de pedir para ter saúde, devo ter acreditado que esse item estava englobado no pacote “felicidade”, afinal, quem consegue ser feliz doente? 2010 promete...
Pois bem: foi em terras cariocas que eu devo ter pegado uma virose das bravas, aquelas que derrubam até poste de concreto. Dez dias após voltar do Rio, o vírus mostrou a que veio. Deixou a máscara cair, como uma Laura Cachorrona que mostra as garras e acaba com a Maria Clara Diniz aqui. Sim, ele me derrubou. Fiquei de cama, mal pra caramba. Os sintomas da tal virose de praia eram vários: cefaleia, vômito e diarreia – o popular “piriri” (odeio essa palavra). E o estrago foi feio. Não bastasse ter me derrubado, a tal virose acertou em cheio a minha mãe e, mais tarde, a minha tia, que na ocasião estava cuidando de nós.
Essa mesma tia, ao me ver derrubado na cama, dizia: “homem deveria parir, pra largar mão de ser manhoso”. Ela está certa. Nós, homens, somos, de fato, manhosos. E eu, em condições de enfermidade, fico ainda mais manhoso do que o normal. Só que com a mãe também doente, eu não poderia fazer manha para ninguém. Resultado: tive de encarar a moléstia de forma normal, como qualquer ser humano no planeta faz.
Depois de muito soro de bebê, comida pastosa e aquela água insossa conhecida como soro caseiro, eu me “recuperei”. Recuperei entre aspas, porque uma semana depois da tal recuperação, outra “mazela” voltaria a me atacar. O meu Twitter virou uma espécie de consultório médico público. Eu reclamei tanto das minhas indisposições que devo ter perdido uma centena de seguidores. Por isso, agora, resolvi fazer um texto aqui no blog para contar tudo o que venho passando nesse começo de 2010 – que não tem sido dos melhores, diga-se de passagem.
Como eu vinha falando: a virose passou, mas eis que uma semana depois, a minha garganta começou a ficar irritada. Mau sinal. Minha garganta, quando se irrita, indica que logo eu ficarei gripado. Geralmente, tomo uma Aspirina para evitar uma gripe. Dessa vez, entretanto, deixei pra lá. Não tomei nada e, no dia seguinte, não conseguia engolir absolutamente nada, de tão inflamada que ela estava.
Fui ao médico e ele se espantou com a vermelhidão da garganta. Me receitou antibióticos. Tomei. Cápsulas enormes, durante quatro dias. Eis que, nesse ínterim, minha sinusite resolve atacar. Um complô do corpo contra a minha pessoa, que não deu muita bola para ele nos últimos tempos, acreditando ser possível levar uma vida corrida sem os cuidados necessários para com a saúde. A sinusite atacada me rendeu uma gripe das boas. Consumi duas caixas de lenços em apenas um final de semana.
O mesmo médico, desta vez por telefone, pois eu não tinha mais forças para voltar ao seu consultório, me disse para intensificar as doses do medicamento, além de ter receitado mais um tipo de remédio. Tomei o tal coquetel, mas a danada da sinusite não queria ir embora. E o clima também não ajudava. Com esse calor africano que está fazendo aqui no Brasil, não há ser humano capaz de dormir sem um ventilador ligado na fuça. Eu, que sou fraco, não seria diferente. Ou eu dormia com o ventilador ligado, ou morreria de calor, passaria noites acordado e viveria parecendo um zumbi. Optei pela primeira opção, mesmo sabendo que o preço a se pagar posteriormente seria muito caro – como está sendo.
A sinusite não deu trégua. De tão congestionada que estava, minha cabeça parecia querer explodir. Para se ter uma idéia, eu não conseguia abrir os olhos. Olhar para a luz, então, nem se fala... voltei ao médico. Me tornei uma espécie de habitué de salas de espera de consultórios médicos. Exames e mais remédios. Mas o que salvou mesmo foi um sossega leão que a minha mãe me deu e que jogou a maledeta da sinusite para escanteio.
Mas, como desgraça pouca é bobagem, acordo na madrugada de hoje – 10/02 – com uma pontada no ouvido. Sim, estou com dor de ouvido. São 04:40 da madrugada e estou aqui escrevendo esse texto, na impossibilidade de dormir que me encontro agora. Eu não tinha dor de ouvido há anos. E quando digo há anos é literalmente, sem nenhum tipo de hipérbole. A última vez que senti uma dor tão forte, eu tinha cinco, seis anos. Mais de uma década e meia atrás, portanto. Me lembro da babá desesperada, ligando para a minha mãe a fim de descobrir o que fazer. Me lembrei - me dei conta, na verdade - também de que dor de ouvido é uma das piores possíveis.
Agora, a dor latente do ouvido me impede de dormir. Irritado, resolvi ligar o laptop e começar a escrever, produzir alguma coisa nesse momento de extremo incômodo. Juro que se eu ficar doente mais uma vez, vou me candidatar para dar um depoimento na novela Viver a vida. Dentre as resoluções de fim de ano, a que eu mais desejei para 2010 era ser feliz. Acho que me esqueci de pedir para ter saúde, devo ter acreditado que esse item estava englobado no pacote “felicidade”, afinal, quem consegue ser feliz doente? 2010 promete...
