domingo, 24 de março de 2013

Dona Salete


Dona Salete não trabalha e também não gosta de ser chamada de dona. Acha que fica mais velha, apesar da meia idade e da pela bem conservada. Dona Salete é casada e tem quatro filhos, duas meninas e dois meninos.
Salete condena as drogas, mas fuma desde os 15 anos. Começou por brincadeira, foi pegando gosto pela nicotina, mas jura que nunca passou disso. Maconha, cocaína e outras ela nunca “transou” – sim, ela ainda usa umas gírias dos anos 1970, o auge da sua adolescência. Quando descobriu que a menina mais velha andou dando uns pegas ilegais, deu uma tremenda surra no moça. Sua tática do “espanco, mas não converso” deu certo. Hoje, a mais velha é casada e tem um filho. Repete com a criança a mesma educação que teve da mãe.   
Salete quase teve um treco quando sua outra filha, de apenas de 18 anos, contou que estava grávida. Passou quatro noites praticamente em claro, fazendo novena pra que as regras da moça viessem. Para sua desgraça – é assim que falava – o rapaz era pobre, não tinha nada a oferecer para a garota e, o que ela considerava o pior dos males, “meio mulatinho, escurinho”.  

- Você não tem responsabilidade, vergonha na cara, dizia ela à menina, entre os berros, o pranto e alguns pulos.

Engravidar tão cedo era um desaforo. Salete adorava essa palavra. Desaforo. E ela falava de-sa-fo-ro, assim mesmo, separando as sílabas e saboreando cada uma delas.  

- Onde já se viu, ir se entregar a um qualquer antes mesmo do casamento?

Salete ignorava apenas (ou teria se esquecido?) que quando engravidara da primeira filha, aos 19 anos, não era casada. Confabulou com a mãe uma maneira de manter o menino longe do avó, sujeito rígido, cheio de princípios, mas chegado num engasga gato. Foi morar no interior, com a desculpa de terminar os estudos, mas mantinha encontros casuais com o namorado, hoje marido. Quando entrou na igreja, embuchada do segundo, comemorou. Deu à luz semanas depois da lua de mel. Salete era uma espécie rara.
Condenava o genro por não ter emprego, mas fazia vista grossa ao fato de que o filho mais velho, aquele fruto de uma noitada de carnaval num dos muitos bailes da cidade interiorana onde morava, fora concebido antes mesmo de ela chegar ao altar da igreja – isso sem contar a primogênita –, não fazia nada da vida, embora já tivesse completado a maioridade há, pelo menos, dois anos. Quer dizer, fazia, sim. Maracutaias, rolos, passava a perna em meio mundo, mas Salete nem dava bola, o menino era “de ouro”, sustentava ela.  Salete também desconversava todas as vezes que sua vizinha e amiga tocava no assunto do genro negro.

- Como foi que você permitiu uma coisa dessas, Salete? É um rapaz desconfiável, você vê pela cara dele. E tem outra, é de cor, dizia a amiga, esfregando o indicador e o dedo do meio no braço, para reforçar a cor da pele do rapaz.
- É um amor de menina, não me dá trabalho nenhum, diferente da irmã. Logo, logo esse namorado some, eu também já tive meus 18 anos. Mas nunca me envolvi com neguinho nenhum, que fique claro.

Salete falava mal da amiga pelas costas, dizia que a vizinha era assanhada, que não sabia se portar nem mesmo se vestir, quando ela mesma usava decotes tão decotados e minissaias tão mini e saltos altos tão altos, tudo o que é possível não imaginar para uma mulher da sua idade, casada, com quatro filhos e um neto no currículo. Em casa, era uma defensora da moral e dos bons costumes, uma verdadeira santa aos olhos dos mais desavisados (ou seria ingênuos?). 
As brigas homéricas que tinha com o marido sempre deixavam transparecer as constantes puladas de cerca que ele dava, sempre desconfiadas por ela e nunca comprovadas. Salete fazia questão de dizer que ele não valia um tostão furado, mas mal ele viajava a trabalho, ela corria para a oficina mecânica e ficava de engraçamento com o mecânico, a portas fechadas, graxas a sujar suas coxas, óleos lubrificadores a empestear o ambiente com aquele cheiro de motor queimado. Ah, se as paredes daquela oficina tivessem vozes, Salete estaria perdida. Perdida e perfidamente mal falada pela amiga futriqueira.
Salete não era pobre, mas também não era rica. Odiava políticos corruptos – e para ela todos o são – porque ela não conseguia, ou talvez não quisesse, pensar além daquilo que os noticiários televisivos ofereciam como análise do cenário político, social e econômico brasileiro. 
Salete condenava os gays, as lésbicas e tudo que fosse diferente daquilo que ela e a santa madre igreja consideravam correto, moralmente correto, como dizem por aí. Salete era uma espécie rara. Salete era capaz de reproduzir as piadas mais infames, mais esdrúxulas, mais repugnantes daquelas páginas homofóbicas do facebook, ferramenta na qual ela aprendera a mexer há pouco tempo. E Salete teria uma síncope se descobrisse que o filho mais novo, de vez em quando, beija rapazes só para não cair na monotonia sexual.
Salete é uma espécie rara. E pior: Salete é real. 

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Fênix combalida

Como uma fênix que renasce das cinzas, eu resolvi voltar a escrever. Talvez a única coisa que eu julgo fazer bem nessa vida. Desde a última postagem aqui, em maio de 2012, muita coisa aconteceu na minha vida, mas eu sinto como se nada, de fato, tivesse seguido adiante. É estranho pensar assim, mas é assim que eu tenho pensado. Minha vida profissional tem deslanchado, mas a pessoal, em contrapartida, parece recuar. E os recuos parecem ser maiores do que os avanços. Um passo para frente, cinco para trás. Certamente, não era assim a estratégia de guerra de Napoleão. 
Comecei 2012 com medo. Iria fazer 24 anos e eu já estava preparado para uma série de mudanças na minha vida. Elas, inevitável e invariavelmente, chegaram. Eu já estava trabalhando para que elas não mexessem comigo como eu sabia que mexeriam. E mexeram. Tentei encarar com maestria um momento de transição, chegou de fato a vida adulta. Consegui. A responsabilidade batia à minha porta como um parente indesejado num domingo de preguiça. Abri, ela entrou e trouxe junto uma série de problemas com os quais eu não soube lidar. 2013 começou assustador. Os medos se multiplicaram tanto que não saberia nomeá-los. São grandes e são muitos.
Mimimi, mimimi, mimimi. É só isso que ele sabe escrever, Santo Deus? Não, mas é só isso que eu consigo escrever por ora. Aquele meu deboche, meu sarcasmo, minha ironia, todos eles se desfizeram. Sumiram de mim, escaparam pelos dedos.
Afinal, por que assim?
Um soco no estômago, me reergui, mas no momento que levantei a cabeça levei outro na napa. Uma amiga me disse que eu estava entrando em depressão, custei a acreditar. Eu tinha uma viagem linda pela frente, não tinha como estar triste. Mas eu estava. Mas eu estou. Não há um só dia que eu não tenha uma crise, que vai do pensamento ao pranto em questão de segundos. Isso é drama? Sim, mas é também dor. Ouvi que esse momento pelo qual passo é quase um luto. De fato. Vivo uma montanha russa de sentimentos. Há dias que estou ótimo; outros, porém, um caco. Tem sido assim há dois meses. 
Um único momento, muitas mensagens mal codificadas, mal interpretadas, mal intencionadas talvez? E eu me desmanchei em dor, em pranto. É um desmanche sem fim, não cessa. Eu fecho os olhos e as lágrimas avançam, como um mar de ressaca. A tempestade tem sido mais longa do que o normal e a bonança parece longe de vista. Entrego os pontos? Tento arrumar forças para me levantar? Não sei. Não precisa continuar lendo, não. Não quero torrar seu tempo, sua paciência, seu saco com esses choramingos. Eu só preciso continuar escrevendo, botando para fora o que eu sinto. E eu sinto mais do que deveria. 
Dizem que a fênix volta fortalecida. No meu caso, ela anda combalida.

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Por que a Malu?


Não é de hoje que me perguntam por que eu gosto tanto da Malu Mader. Oras bolas, todo mundo tem um ídolo e ela é o meu. Na verdade, a culpa é do Gilberto Braga, que criou papeis incríveis para ela e eu, fissurado que sou pelas novelas dele, sempre me encantei com a atuação da atriz.
Mas a primeira lembrança que guardo de Malu não é de uma novela e sim de um comercial de creme para depilação. Ela era a garota propaganda do Veet e lembro até hoje o lenço de seda que escorregava por aquele belo par de pernas. O comercial foi feito pouco depois de “Força de um desejo”. Na época da novela, eu ainda era criança, tinha 10 anos, mas adorava os cenários luxuosos, os figurinos idem, e, claro, a Malu de protagonista.

Em 2003 veio aquela novela que me conquistaria de vez, com a personagem que me conquistaria de vez, interpretada pela atriz que já havia me conquistado de vez: “Celebridade”, com Malu Mader dando vida à Maria Clara Diniz. Ainda que Claudia Abreu tenha sido o grande destaque da trama, Malu, mais uma vez, dominou minha atenção. Para melhorar, Alanis Morissette, minha cantora favorita, fez uma pontinha na história e contracenou com minha diva mor. Muito amor numa novela só. Muito obrigado, Gilberto!
Vibrei – e muito – com a cena catarse da surra que Maria Clara deu em Laura.  Acompanhei atento à cena em que Malu, quer dizer, Maria Clara, arrasa na pista de dança sob o olhar invejoso de Laura. Tive vontade, inclusive, de estar ali, dançando com ela. De novo, muito obrigado, Gilberto!

A novela acabou e Malu ficou um tempo reclusa do vídeo até que apareceu de novo em “Eterna Magia”, novela na qual fazia uma espécie de protagonista que cambaleava um pouco para a vilania, mas também não chegava a tanto. Era uma novela das seis, eu já trabalhava e acompanhei super pouco.
Em 2009, vi pela primeira vez as minisséries “Anos rebeldes” e “Anos dourados”, ambas protagonizadas por ela. Minha admiração só fez crescer. No mesmo ano, soube que ela faria “Ti ti ti”. Desconfiei e mandei um e-mail para Maria Adelaide Amaral perguntando se era mesmo verdade. A autora me confirmou. Quase tive um treco: minha musa voltaria, e com tudo, numa novela delicinha. Maria Adelaide me convidou para a festa da trama, em 2010. Eu fui, com olhos brilhando por saber que eu iria ficar frente a frente com ela.
O encontro não podia ser melhor. Eu estava de costas quando ela surgiu atrás de mim. Uma amiga que estava comigo só indicou com o olhar. Virei e eis que Malu estava ali, sorridente, simples, simpática. Na hora, fiz a tiéte, pedi uma foto.
- É evidente!, disse, me abraçando e abrindo um largo sorriso. Me deu dois beijos, daquele jeito carioca, leve, despojado, de ser. Ganhei a noite.
Ano passado, cara de pau que sou, mandei um e-mail no aniversário dela (Malu é virginiana que nem eu). Nem esperava resposta, mas ela veio. Tive outra síncope.
É por isso que eu adoro a Malu. Pela sua simplicidade, pelo seu talento, pela sua simpatia. Homem de sorte deve ser o Tony Belloto, que tem uma mulher como ela ao seu lado. Viva!

P.S.: Eis a foto e duas observações a se notar - estou um cão de feio, mas feliz. E minha amiga ficou tão nervosa que a foto saiu desfocada. Mas a Malu taí e isso que importa. 

terça-feira, 17 de abril de 2012

Pras mina

Estava eu e minha amiga-paixão-morro-de-amores-por-ela Fernanda Marjorie numa dessas conversas produtivas, engraçadas, espirituosas e dexxxxcoladas (com X de Xuxa, porque ela é a Rainha dos baixinhos, da alegria e de quebra afasta o baixo axxxxtral), quando tive a ideia de fazer um top 10 de músicas com nome de mulheres, feitas pras mina.
Eis nossa seleção:

10 - "Renata" - Latino
Porque ela foi ingrata e ele deu show na nossa formatura.


9 - "Adrienne" - The Calling
Mais uma da série ingratidão, só que das gringa. Gente, eles fazem tudo por elas e recebem isso em troca. Não pode!


8 - "Juliana" - Raça Pura
Apesar da Juliana não querer sambar, não tem como essa ficar de fora. Samba, Juliana, samba.


7 - "Xirley" - Gaby Amarantos
Café coado na calcinha, gente, sério, é muito amor. Gaby Amarantos, a poetisa da classe C, não tem como não amar. L.ove.


6 - "Heloisa, mexe a cadeira" - Vinny
Um clássico da MPB como esse não poderia ficar de fora. A dica é: mexe a cadeira e perde a vergonha na cara.


5- "Inaraí" - Katinguelê
O nome é indígena e foi a Fernanda quem indicou. Sei lá por quê.


4 - "Maria" - Ricky Martin
Tinha a "Maria" cantada pela Elis, mas Ricky Martin é sucesso feat. arraso. Ganhou; sorry, Pimentinha.


3 - "Anna Julia" - Los Hermanos
Porque quem viveu os anos 1990 gravou essa música na cabeça. E tem Mariana Ximenes lindinha no clipe.


2- "Sandra Rosa Madalena" - Sidney Magal
São três nomes em um só. E Magal é rei, é raio, estrela e luar.


1 - "Katia Flavia" - Fernanda Abreu
Pô, a mina só usava calcinhas comestíveis e bélicas. Só isso basta.




segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Lições da maternidade

Interpretação de Ana Lucia Torre confere graça à peça com texto ágil, mas com direção manca


“Como se tornar uma supermãe em dez lições” é uma peça que começa antes mesmo que os espectadores entrem na plateia. No hall de entrada do teatro Gazeta, surge Ana Lucia Torre, que interpreta a “Mãe”. Quem vê de longe, tem a impressão de que ela chegou atrasada e está conversando com os fãs que aguardam o início do espetáculo. E ela, calmamente, vai conversando com um por um. Minutos depois, quando a porta se abre, todos já estão acomodados, lá está ela de novo, a conversar com os presentes. “Mas será possível que essa mulher não vai entrar na coxia e se arrumar?”, pensei. Até que ela se aproximou do lugar onde eu estava sentado e aí vi que a peça já tinha começado.
A personagem dizia que seu filho iria dar uma palestra ali no teatro, que ele estava nervoso e que todos deveriam aplaudi-lo. Questionada por alguém da plateia sobre seu nome, ela limitou-se a responder: “Me chamo Mãe”. E a peça começa. No palco, surge Dani (Danton Mello), um garoto inseguro, dominado pela mãe. Ao constatar a presença dela na plateia, ele treme nas bases, se desconcerta e interrompe sua palestra sobre matemática e começa a contar sua vida, dando as dez lições para se tornar uma supermãe, como sugere o título da obra.
No tablado, surgem as figuras de Anette (Flavia Garrafa) e do Pappa (Ary França). Ela é a irmã mais velha de Dani e ele, o pai de corpo presente, inexpressivo, apático e que consegue arrancar poucos risos da plateia. Quem brilha mesmo é Ana Lucia. Do começo ao fim, ela garante os risos da peça. Sua energia é impressionante e ela consegue dar linearidade à mãe com todas as suas peripécias. Flavia também tem bons momentos, em especial quando alterna suas personagens, como a judia Golda e a pretendente “sexy” de Dani. Mello apresenta duas linhas a seu personagem: começa histriônico e aos poucos vai se encaixando no papel, mais solto e mais engraçado.
Impressiona também a quantidade de cenários – que são simples, rústicos até – e as trocas rápidas que são feitas. O texto, adaptação de Clara Carvalho para a peça de Paul Fuks, é inspirado e tem tiradas ótimas, atuais e de fácil reconhecimento para o público, mas a direção de Alexandre Reinecke deixa a desejar. Existem momentos que poderiam fazer a plateia rolar de rir, mas falta movimentação dos atores e humor depende muito disso.
“Como se tornar uma supermãe em dez lições” está em cartaz no teatro Gazeta – Avenida Paulista, 900 – até 02 de junho. Os preços variam de R$ 50 (domingo) a R$ 60 (sexta e sábado).

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

“As brasileiras”: dois pesos, duas medidas

A série “As brasileiras”, co-produção da Rede Globo com a Lereby Filmes, produtora do diretor Daniel Filho, é um derivado do programa “As Cariocas”, que a mesma emissora exibiu no ano passado. Desta vez, a proposta é levar ao vídeo mulheres que representem todos os cantos do Brasil e, para isso, conta com um elenco de grandes nomes, tendo Fernanda Montenegro como a representação máxima da brasileira – ela, a grande atriz nacional – no último episódio, a ser apresentado em junho.
O que vimos no primeiro programa, “A justiceira de Olinda” foi um texto um tanto quanto apelativo, mal amarrado, completamente ficcional (não que isso seja demérito, pelo contrário) e uma atuação claudicante de Juliana Paes, que, pelo menos para mim, tem muito mais beleza do que talento propriamente. Para garantir o riso, o roteiro apelou para piadas batidas, mas que não surtiram tanto efeito assim.
Já “A inocente de Brasília”, com Claudia Jimenez como protagonista, foi exatamente o oposto do episódio anterior. Segura de sua atuação, a atriz soube conduzir com seu humor já conhecido a história de sua personagem. Outro ponto de apoio importante neste segundo episódio foi a atuação do elenco coadjuvante. Sueli Franco estava ótima e, junto a Claudia, garantiu ótimas cenas e, desta vez de fato, provocou o riso espontâneo do telespectador. Pode-se dizer o mesmo de Flavio Bauraqui, na pele de um bandido vacilante. Em “A justiceira de Olinda”, Leona Cavalli estava, assim como Juliana, caricata, pesou a mão no sotaque. E Marcos Palmeira, apesar de ter sido o destaque do elenco, garantindo a (pouca) comicidade do episódio, poderia ter rendido mais.

Sueli Franco e Claudia Jimenez: elenco alinhado ao humor do texto



Mas o grande contraponto está mesmo na atuação das duas protagonistas. Até agora, foram dois pesos e duas medidas completamente destoantes. Claudia, confortável em um terreno que conhece bem, o do humor, deitou e rolou; sua expressão facial era um complemento ao texto inspirado de Gregório Duvivier. Já Juliana... bem, Juliana continua sendo uma bunda bonita... se o que vimos no vídeo foi um “teaser” ao que ela apresentará em “Gabriela”, acho melhor não criar muitas expectativas.
A fotografia da série é excepcional, dá um colorido extra na telinha. O ritmo é ágil e a narração de Daniel Filho é um charme, embora ele engasgue um pouco vez por outra. “As brasileiras” é um bom programa, mas que pode ser ainda melhor se conseguir manter o ritmo do segundo episódio e deixar para trás os erros do primeiro. É esperar para ver.